13 de abril de 2013

Por Que Deus Não Impediu a Queda?


Eis uma das mais delicadas questões com que se depara a teologia cristã. Como crentes na soberania divina, não podemos supor que a Queda tenha pego Deus de surpresa. A prova de que Deus não apenas previa a desobediência humana, como a permitiu, e a incluiu em Seu glorioso plano, é que, antes mesmo da fundação do mundo, Ele havia provido um meio de equacionar o problema do pecado. De forma que a Bíblia nos apresenta Cristo como o “Cordeiro que foi morto desde antes da fundação do mundo” (Ap.13:8b).

Não há improvisos no plano arquitetado por Deus. Quem faz provisão não necessita fazer improviso. Não há planos tapa-buraco. Em Sua Onisciência, Deus sempre soube com antecedência de todas as coisas. O Deus das Escrituras não deve ser confundido com o “deus” da chamada teologia de processo, que nada sabe quanto ao futuro, pois é refém do tempo que ele mesmo criou. O Criador vive na Eternidade, onde não há passado ou futuro, mas um eterno agora. Todas as coisas estão diante d’Ele concomitantemente. Portanto, não precisa lançar mão de dados estatísticos para saber a probabilidade de algo acontecer ou não. Ele simplesmente sabe.

Em Sua sabedoria, Ele decidiu que o homem só conheceria Seu amor e Sua graça, se tropeçasse e caísse de seu estado original. Agostinho foi feliz ao declarar: “Oh bendita queda, que nos proporcionou tão grande redentor!”. Se não houvesse Queda, não haveria necessidade de Redenção. Se não ocorresse a Ruptura, também não haveria a Convergência em Cristo na Plenitude dos Tempos. Portanto, não haveria cruz; jamais entenderíamos a profundidade do amor de Deus. A graça nos seria um conceito desprovido de qualquer sentido.

Sem a Queda, fatalmente seríamos corrompidos por nossa própria perfeição, como teria ocorrido a um querubim que se amotinara contra Deus. Foi melhor sermos humilhados, para, depois sermos exaltados pela Graça divina, do que nos exaltarmos, e sermos definitivamente derrubados de nossa arrogância.

Tudo estava no plano de Deus. A maneira como cairíamos, e como seríamos reconduzidos à glória a fim de que jamais voltássemos a cair.

A serpente não entrou no paraíso por um descuido de Deus.

A provisão de Deus para a reversão da Queda é Cristo. Ele reverteu, através de Sua obediência, o processo desencadeado pelo pecado. E não só zerou nosso débito, mas colocou-nos numa situação de crédito com Deus.

Adão foi tentado no paraíso e caiu. Jesus foi tentado no deserto, e não caiu. Enquanto Adão podia comer de todas as árvores, Jesus, no deserto, não tinha alternativa para saciar Sua fome, senão transformar pedras em pães. Mas Ele resistiu até o último instante.

Agora, Sua vida justa e santa é creditada em nossa conta, enquanto nossos pecados foram debitados na Sua. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co.5:21).

Autor: Hermes C. Fernandes


28 de março de 2013

As Três Verdades Que Solucionam a Crise Financeira


I Rs 17:8-16

Diante da dificuldade a pobre viúva precisou exercitar a sua fé; só assim ela pode conhecer a Deus que acabou fazendo manifesto o seu poder na vida dela.

1. Quando há muita comida não é fácil sentir necessidade de Deus e nem de exercitar a fé.

2. Quando há comida suficiente não tanto problema se faltam outras coisas, como carro, casa, móveis. A falta de comida na cozinha é o limite da esperança e da vida humana.

3. Quando falta comida o desespero bate à porta, onde encontrar solução? É o que muitos se perguntam, pois a população humana caminha para nove bilhões, previsto para 2043, segundo a ONU. Mantendo os padrões atuais de consumo e as previsões para os próximos anos, os fazendeiros terão de elevar em 60% a produção de grãos para não aumentar o número de pessoas que passam fome no planeta. Isso revela um futuro de fome.

I. A CRISE  É UM BOM MOMENTO PARA DESENVOLVER A FÉ – I Rs 17:8-14

1. Realidades que conduzem à crise:

a) Perder o marido e com ele o único meio de sustento: A mulher de Sarepta era viúva com um filho para sustentar.
b) Perder todos os meios de obter recursos para adquirir alimento: A terra estava tão seca que nada produzia.
c) Perder a esperança e alguém pedir tudo o que restou para preservar a vida por alguns dias: Elias apareceu e pediu água e pão à viúva pobre, era tudo o que lhe restava.

2. Palavras que dão esperança em meio à crise:

Elias fala àquela mulher desesperada palavras que revigoram suas esperanças. A palavra de Deus é forte o suficiente para levantar os abatidos e aflitos.

3. Atitudes que derrotam as crises:

Apesar de ter sido pagã desde sua infância, vivendo sob a influencia da religião de Baal e Astarté exerceu fé nas palavras de Elias e fez bolo como ele pediu. 


II. A CRISE  É UMA OPORTUNIDADE DE CONHECER A DEUS – I Reis 17:14-15

1. Deus é provedor dos alimentos: Todos os dias que pegava nas panelas para cozinhar, a viúva lembrava das palavras do profeta: “A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará”. Deus proveu comida, pois ela creu. Desde as trevas do paganismo surgiu a viúva com uma fé suficiente para libertá-la da crise e da miséria extrema para viver milagres sem precedentes; assim também pode acontecer com você, que exercer um pouco de fé no Deus todo poderoso. 

2. Deus preserva a vida dos que se rendem a Ele: Todas as vezes em que cozinhava, a viúva entendia que devia exercitar sua fé em Deus que supre todas as necessidades vitais. Devemos aprender que fé é crer quando o sentido comum nos diz para não acreditarmos. 

3. Deus age em meio às crises da cozinha: Deus agiu quando a viúva agiu com fé em Suas palavras. A maior demonstração de fé não está em acreditar em idéias absurdas e crenças irracionais, mas conhecer a Deus a ponto de confiar plenamente nEle. Assim, esta fé experimentará milagre até na cozinha. 

III. A CRISE É OPORTUNA PARA DEUS REVELAR SEU PODER – I Reis 17:15-16

1. Deus não revela Seu poder só na igreja: A igreja é um lugar onde as pessoas que recebem bênçãos de Deus em sua vida vão para prestar culto e adoração por tudo o que Ele é e faz na vida de quem tem fé. 

2. Deus não revela Seu poder apenas em questões espirituais: Deus é Criador do mundo e o Criador de nosso corpo com necessidades físicas, portanto, como provedor está tão disposto a suprir nossas necessidades físicas tanto quanto as espirituais.

3. Deus revela Seu poder até mesmo na cozinha: Deus não está limitado ao tempo, nem ao espaço. Por isso, Elias, a viúva e seu filho comeram do pão do milagre todos os dias. Embora sem condições de cumprir a vontade de Deus de sustentar o profeta Elias, ela se dispôs a exercer fé. Assim, no limite da vida é que a fé entra em ação para ver que é Deus quem provê sustento. 

4. Deus permite, muitas vezes, que as pessoas cheguem ao limite da incerteza a fim de que aprendam a confiar inteiramente nEle: Quando não falta nada o ser humano fica tão satisfeito que chega a pensar que não precisa de mais nada, nem mesmo de Deus; para que se exerça fé Deus permite que situações desafiadoras nos levem a depender d`Ele. 

5. Deus não precisa de pessoas importantes e ricas para uma missão, mas de pessoas humildes e cheias de fé: Para sustentar Seu servo Deus providenciou não alguém provido de muitas riquezas, mas uma mulher viúva, que procurava gravetos para a última fogueira, que prepararia a última refeição para si e seu filho; e, depois esperaria morrer de fome. A fé é mais valiosa que as muitas riquezas! 

6. Deus abençoa aqueles que colocam as necessidades dos outros acima das suas próprias necessidades: Imagine como foi difícil para aquela viúva que, durante muitos dias economizou comida, compartilhar o último bocado com um estrangeiro desconhecido. Todavia, sua atitude demonstra a todos que é possível fazer mais para Deus tendo fé sem recursos, do que recursos sem fé.

7. Pela fé confie em Deus a ponto de obedecer-Lhe mesmo quando as circunstâncias provam que desobedecer parece mais lógico.Se você está passando por dificuldades ore a Deus e passe a depender inteiramente dele pela fé, pois os milagres certamente irão surgir e abençoar a tua vida para glória de Deus, amém!

Autor: Jânio Santos de Oliveira